Dúvidas

Perguntas Frequentes


1Como se realiza um exame de Medicina Nuclear?
Para a realização de um exame de Medicina Nuclear, administra-se uma pequena quantidade de um Radiofármaco, específico de acordo com o exame em questão, geralmente numa veia do braço ou da mão.

Segue-se um período de espera, que é variável de acordo com o tipo de exame (desde 5min até várias horas), após o qual lhe é pedido que regresse ao serviço. Por vezes, esse período de espera terá que ser passado dentro das nossas instalações, dependendo do exame. No final desse período de espera, inicia-se a aquisição das imagens na Câmara Gama. Durante esse exame, apenas terá que permanecer imóvel. A duração total do exame é variável de acordo com o tipo de exame em questão. De uma forma geral, não terá que se despir para a realização do exame, mas deverá retirar os objectos metálicos. Deve sempre vestir roupa confortável quando venha realizar um exame de Medicina Nuclear.
2Os exames de Medicina Nuclear requerem preparação prévia?
A não ser que seja informado do contrário, os exames de Medicina Nuclear não requerem preparação prévia, nem a interrupção da sua terapêutica habitual.
3Os exames de Medicina Nuclear são dolorosos ou invasivos?
Não. O método mais usual para a administração do radiofármaco é a via endovenosa. O radiofármaco é um fármaco que incorpora uma pequena quantidade de radioactividade e por si só não deve causar sintomatologia nem representa perigo.

Quando terminar o exame, a quantidade de radioactividade que ainda possa ter no seu corpo é baixa e pode ser mais rapidamente eliminada se beber mais água que o habitual. No final do exame poderá retomar as suas actividades habituais.
4Qual a duração de um exame de Medicina Nuclear?
A duração do exame depende do período de espera necessário entre a administração do radiofármaco e o início do estudo na Câmara Gama; depende também da duração do estudo na Câmara Gama.

Por esse motivo, a duração total do exame é variável de acordo com o tipo de exame em questão.
5Existem contraindicações para a realização de exames de Medicina Nuclear?
Sim. A Gravidez é uma contraindicação à realização de exames de Medicina Nuclear. Se está gravida ou pensa vir a estar, deve fornecer essa informação, previamente à realização do exame.

Se estiver a amamentar, deve também fornecer essa informação previamente à realização do exame.
6A dose de radiação de um exame de Medicina Nuclear é elevada?
Para a maioria dos exames de Medicina Nuclear, a dose de radiação é mais baixa do que exames radiológicos equivalentes.

Além disso, os radiofármacos são maioritariamente eliminados na urina, pelo que a ingestão aumentada de líquidos favorece a sua mais rápida eliminação do organismo.

Como a radiação recebida num exame de Medicina Nuclear provém do radiofármaco, fazer várias imagens não aumentará a dose de radiação recebida.
7Os exames de Medicina Nuclear podem ser realizados em doentes Pediátricos?
Sim. Os exames de Medicina Nuclear podem fornecer uma informação única sobre aspectos da fisiologia e fisiopatologia de órgãos e sistemas, nomeadamente no doente pediátrico.

A dose de radiação é controlada, em função do peso corporal da criança. Profissionais particularmente motivados para o doente pediátrico, tentam ganhar a sua confiança e colaboração, para que o exame possa decorrer nas condições técnicas desejadas sem o recurso a sedação.
8O que é a osteoporose?
Osteoporose significa "pouco osso" e perda de densidade óssea; assim os ossos tornam-se frágeis e quebradiços o que pode resultar em fracturas na coluna, na anca, no punho e em outros ossos do corpo.
9Para que serve um exame de Densitometria Óssea?
O exame serve para avaliar a densidade dos ossos. Com os resultados deste exame conjuntamente com a sua historia clínica e familiar, o seu médico pode aconselhar a terapêutica mais adequada para prevenir e/ou tratar osteoporose.

A Densitómetria Óssea é um método rápido e eficiente para medir a densidade mineral óssea, tendo como referência valores padrão para idade e o sexo, para avaliar o grau da osteoporose.

É o exame recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para este fim. A exposição a radiação é baixa, tanto para o paciente como para o próprio técnico.

A densitometria permite a avaliação da coluna lombar, do fémur proximal e do antebraço. Algumas condições clínicas e/ou artefactos podem prejudicar ou inviabilizar o exame, tais como: a realização de exames radiológicos com contraste e/ou de Medicina Nuclear, próteses e agrafes metálicos de sutura na área do exame, grandes deformações vertebrais, doença osteodegenerativa tanto na coluna como no fémur, obesidade (> 125 kg), calcificações de tecidos moles adjacentes, antecedente de fracturas, ascite e impossibilidade de posicionamento adequado.
10Quem deve fazer um exame de densitometria óssea? (Fonte: National Osteoporosis Foundation - NOF)
• Todos os indivíduos com mais de 65 anos;
• Indivíduos com deficiência de hormonas sexuais;
• Mulheres em período perimenopáusico;
• Pacientes com alterações radiológicas sugestivas de osteopenia ou que apresentem fracturas osteoporóticas;
• Pacientes em uso de corticoterapia crónica;
• Pacientes com hiperparatiroidismo primário;
• Pacientes em tratamento da osteoporose, para controle da eficácia da terapêutica.

Existem outras condições clínicas que, por predisporem à perda óssea, são consideradas factores de risco e justificam a realização da densitometria óssea.